250 anos Paróquia Nossa Senhora da Conceição

HISTÓRIA DOS 250 ANOS DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE SANTA CRUZ – RIO DE JANEIRO – RJ

                Queridos amigos,

Tudo começou há 443 anos atrás, exatamente em 1567, quando Cristóvão Monteiro, capitão-mor, que auxiliou Estácio de Sá a expulsar os franceses da Cidade do Rio de Janeiro, recebeu duas Sesmarias na Capitania de São Vicente, região de Goaratiba, hoje Guaratiba, pelos relevantes serviços prestados à Coroa Portuguesa. Foi o primeiro morador de Santa Cruz, construindo aqui um engenho e uma capela na localidade de Curral Falso, na colina em que se encontra hoje a Paróquia Nossa Senhora da Glória, ao lado do Conjunto Habitacional Cesarão.

Vindo a falecer Cristóvão Monteiro, sua viúva, doa as terras aos padres da Companhia de Jesus, os Jesuítas, em 1589.

Foram os Jesuítas que deram o nome de Santa Cruz às terras recebidas da viúva de Cristóvão Monteiro, em honra da Cruz de Cristo, o símbolo de sua Ordem: Companhia de Jesus.

A cruz, representativa do poder dos novos administradores, foi erguida sobre marco de pedra no local hoje chamado de Praça Ruão, em Santa Cruz, onde os Jesuítas viriam a levantar a sua residência, que ficaria pronta em 1751 e de onde os padres administravam boa parte da extensão da fazenda. Ali, também, ergueram uma Igrejinha, que viria a ser a Igreja Matriz da Fazenda de Santa Cruz.

A região abrangida pela Fazenda, era muito grande e englobava as localidades que hoje são conhecidas como Guaratiba,  Sepetiba, Santa Cruz, Paciência, Itaguaí, Seropédica, chegando até Mangaratiba e daí até atingir a atual localidade do Município de Vassouras. Era uma das maiores fazendas do Brasil colonial e a mais importante da Coroa portuguesa.

A Igreja da Fazenda de Santa Cruz, teve como primeira padroeira Santa Bárbara.

Expulsos os Jesuítas do Brasil e consequentemente das terras da Fazenda de Santa Cruz, em 1759, por decreto do Marquês de Pombal, a mesma fica diretamente subordinada aos Vice-Reis, passando o gerenciamento da Fazenda para as mãos dos administradores nomeados pela Coroa Portuguesa, que nem sempre eram capacitados para tão importante cargo e, por isso, a Fazenda, em pouco tempo, perdeu parte de todo o seu patrimônio, adquirido ao longo dos 170 anos da presença jesuítica em nossa terra.

No entanto, durante a administração do Vice-Rei  Marquês de Lavradio, Santa Cruz teve nele um grande defensor, que tudo fez para que a Fazenda não fosse vendida, assim como proibiu que todos os bens pertencentes ao jesuítas fossem negociados. Lavradio era muito católico.

Foi criada, então, em 24 de julho de 1760, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, com o título de Paróquia de Santa Cruz, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição e cuja Igreja Matriz era a mesma utilizada pelos jesuítas e que ficava no Colégio dos Padres Jesuítas, antigo Paço Imperial, onde hoje é o Quartel do Exército (Batalhão Vilagran Cabrita); que mais tarde, em 1808 com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, foi transformado no Palácio Real de Santa Cruz e que servia como casa de campo do Príncipe D. João.

Católico fervoroso, D. João assistia as missas na Fazenda com matinas, missa cantada, sermões, etc, enquanto as salvas de possantes morteiros, repetiam-se, saudando o festejado e predileto orago de Sua Majestade.

A Real capela de Santa Cruz, foi o centro de marcantes acontecimentos na vida sócio-religiosa do Palácio durante as pomposas solenidades ali realizadas. Eram muitas as festas realizadas durante o ano nas estadas de D. João na Fazenda de Santa Cruz, predominando a da Exaltação da Santa Cruz e a de Nossa Senhora da Conceição. Todos os anos era realizada a procissão de Corpus Christi.

Em 1889 acontece a queda do Império e a antiga Residência Jesuítica, Palácio Real e Imperial, é ocupada pelas tropas do Exército e a Capela de Santa Cruz começa a ser construída em outro local.

Em 1896, foi erguida, então, uma pequena igrejinha, mas muito acolhedora, numa região central do nosso bairro, mais precisamente na área em frente à nossa atual Paróquia.

Essa pequena Igreja recebeu o nome de Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição , onde uma parte da atual comunidade católica do Bairro de Santa Cruz e adjacências foi batizada, fez a primeira comunhão e alguns foram crismados e receberam o Sacramento do Matrimônio, ainda naquela histórica igrejinha.

A nossa Paróquia de Nossa Senhora da Conceição é a segunda paróquia mais antiga do atual Vicariato Oeste.

Ainda com o nome de Paróquia de Santa Cruz, estava inicialmente entregue aos Franciscanos e, a partir de 1869, passou para a responsabilidade dos Padres Diocesanos.

Neste tempo de sua existência, dezenas de padres aqui prestaram seus serviços à Igreja de Jesus Cristo, desenvolvendo seus dons e carismas em favor da evangelização do povo de Deus em nossas terras. Sendo a congregação que mais tempo aqui ficou, foi a dos “Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo”, mais conhecida como “estigmatinos”. Que permaneceu responsável pela Paróquia por aproximadamente 54 anos, desde o ano de 1945 até o ano de 1999. Quando então, a paróquia retornou para a administração dos padres Diocesanos e, assim permanece até hoje.

Em 09 de dezembro de 1950, tendo como pároco, o padre estigmatino, Pe. Guilherme Decaminada, foi lançada a Pedra Fundamental da nova Igreja Matriz que seria construída, pelo então Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara.

Em 1971, foi demolida a antiga igrejinha, começando-se a usar a nova matriz, mesmo antes de estar concluída a sua construção.

Finalmente, 24 anos depois do lançamento da pedra fundamental, foi terminada a construção da nova Igreja Matriz, em 08 de dezembro de 1974.

No início de sua vida, a Paróquia de Santa Cruz tinha uma área territorial, sob sua responsabilidade, muito extensa, abrangendo desde a vizinhança de Sepetiba até Campo Grande, inclusive abrangendo o atual município de Itaguaí.

Com o passar do tempo e o crescimento e desenvolvimento dos locais abrangidos pela paróquia, sua área de atuação foi sendo desmembrada em outras paróquias e assim se formaram diversas outras comunidades paroquiais, tais como a de Nossa Senhora da Glória (no Curral Falso), a de São Benedito (na Areia Branca), a de São Pedro (em Sepetiba), Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (no Jesuítas), Santa Rita (do Jardim Palmares) e outras.

Mesmo assim a nossa paróquia conta atualmente com 17 Comunidades, além da Igreja Matriz, abrangendo ainda uma grande área territorial e, onde cada capela tem uma comunidade forte e atuante, contando muitas, com diversas pastorais e movimentos próprios e que são atendidas pelos nossos atuais Vigários Paroquiais, padres diocesanos, Fábio Balbino, Sílvio Klebson e Alécio Donizete. A quem agradecemos a dedicação e o ardor em servir à essas respectivas comunidades paroquiais.

Mas, foram da congregação dos estigmatinos, os padres que mais tempo aqui permaneceram e que deixaram suas marcas e a saudade no coração de todos os paroquianos que os conheceram e aprenderam a amá-los. Foram eles os padres Guilherme Decaminada e Luciano Dal Zoppo, que aqui chegaram por volta de 1949 e ficaram até 1994.

Foram os padres Guilherme e Luciano, os responsáveis pela construção da nossa grande igreja que agora temos e, pela qual, despenderam muito esforço, dedicação, perseverança, ousadia e amor pelas coisas de Deus. Pois só com esses atributos e muitos outros ainda, se consegue erguer uma obra de tão grande porte, que nos dias de hoje acolhe com conforto e segurança, mais de 1.000 fiéis sentados; só perdendo em tamanho para a atual Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, na Av. Chile, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Foi um esforço que com certeza valeu a pena e gerou muitos e muitos frutos e, continuará gerando.

Com certeza ainda, os nossos queridos padres Guilherme e Luciano, se estivessem aqui hoje, estariam muito contentes e orgulhosos em verem essa igreja de Cristo cheia de fiéis e que em sua maioria têm suas histórias de vida marcadas aqui e, ainda mais, de verem essa igreja cheia de jovens atuantes, como acontece em todas as nossas missas dominicais das 19:00 horas.

E é, então, através dos padres Guilherme e Luciano, que queremos prestar homenagem a todos os demais padres que em algum momento de suas vidas por aqui passaram e dedicaram seus esforços na evangelização do povo de Deus, da terra de Santa cruz.

A todos eles, nosso muito obrigado, pedindo a Deus que continue abençoando a todos os  que ainda estão nesta vida servindo a causa de Jesus; e aos que já partiram para a casa do Pai, que estejam desfrutando agora das alegrias e eterna felicidade que só os santos podem ter ao lado da Santíssima Trindade e da nossa padroeira, Nossa Senhora da Conceição.

Queremos ainda, nesses festejos dos nossos 250 anos, agradecer de coração, a todos os paroquianos que por aqui passaram, conviveram e dedicaram suas vidas ao trabalho para Jesus em nossa paróquia, pedindo a Deus que os proteja e derrame sobre eles e suas famílias as suas bênçãos; e, aos que já partiram para a casa do Pai, que estejam desfrutando do grande “banquete” que Jesus nos prometeu.

Com certeza é incontável o número de fiéis que derramaram e continuam derramando seu suor, suas lágrimas e suas energias na obra de Deus, em nossa paróquia.

Também é incontável o número de batizados, primeiras eucaristias, crismas e demais sacramentos aqui celebrados nesses 250 anos.

Centenas são as famílias aqui formadas pelo Sacramento do Matrimônio e, quantas delas foram por esse mundo afora, a procura de realizarem seus sonhos ou mesmo por necessidades impostas pela vida. Mas com certeza, têm suas raízes fincadas em nossa terra, pois tiveram suas histórias escritas nos livros de tombo de nossa paróquia. Essa história, eles vão levar para o resto de suas vidas e com certeza, com boas lembranças e recordações, e também, com saudades.

Não podemos deixar de agradecer ainda, a todos os benfeitores de nossa paróquia ao longo desses 250 anos. Que Deus abençoe a todos e derrame sua Paz sobre seus lares e familiares.

Existe ainda, alguém que não está aqui há 250 anos, nem a 50 ou 25 ou 10, nem mesmo a 5 anos. Tem somente um pouco mais de 3 anos aqui em nossa paróquia.

Mas, com certeza, já trabalhou nesse pouco tempo cronológico, com uma força, um entusiasmo, uma dedicação e uma grande ousadia, que nos faz sentir como se já convivesse conosco há muitos e muitos anos.

É o nosso querido pároco, padre Jorge Bispo.

É padre Jorge. O senhor, nesses 3 anos, fez muito por nossa paróquia, com uma dedicação, um carinho e um ardor que contagiou a todos nós paroquianos. Por isso temos nesta festa que estamos celebrando, que agradecer muito ao senhor, pedindo a Deus que o mantenha aqui por muitos e muitos anos ainda, de forma a que possamos realizar e por em prática os diversos projetos e sonhos que o Senhor tem para nossa comunidade.

Com certeza padre Jorge, a nossa comunidade está muito entusiasmada com o seu trabalho e a sua dedicação à causa de Jesus Cristo. Por isso, em nome dessa mesma comunidade, eu posso afirmar:

“ Conte conosco, padre Jorge, para o que der e vier! ”

O senhor em nossa comunidade, nunca estará sozinho, pois existem centenas e centenas de pessoas que rezam todos os dias pelo senhor, e que se dispõem a acompanhá-lo em todos os seus sonhos, de forma a ajudá-lo a transformá-los em realidade, pois sabemos que são sonhos sonhados também por Deus.

Vamos a luta, padre Jorge, pois a tarefa é grande e árdua. Mas, com a Benção de Deus, o incentivo de seus superiores, como o aqui demonstrado pela presença do nosso Vigário Episcopal, monsenhor Luiz Arthur, e do nosso querido e já muito amado, Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao qual agradecemos penhoradamente sua presença.

E ainda, com a proteção de Nossa Senhora, a força do Divino Espírito Santo e a disposição da sua comunidade paroquial, nada nos segurará, Pe. Jorge.

Dessa forma, não podemos nos omitir de lhe dizer:  Muito Obrigado por tudo o que o senhor fez por nós, povo de Deus, até aqui, Pe. Jorge; e que Deus o abençoe !

É muito bonito e emocionante D. Orani , ver o vigor atual de nossa Paróquia, que ao estar completando 250 anos, ao invés de mostrar sinais condizentes com a sua idade: de cansaço, desânimo, ou mesmo, de dispersão ou comodismo dos fiéis; ao contrário disso, apresenta sinais visíveis: de vigor, de ousadia, de entusiasmo espiritual, de comprometimento e de participação ativa. Todos, atributos encontrados nos jovens e naquilo que é novo.

Portanto, D. Orani, o senhor tem na sua Arquidiocese uma JOVEM PARÓQUIA, com 250 anos de idade !

Uma paróquia que está demonstrando a cada dia, que já está ficando pequena para comportar o Povo de Deus, e todos os nossos sonhos de evangelização.

E isso causa em nós paroquianos, um orgulho santo, e, com certeza, uma alegria muito grande em Deus, tendo em vista que na Europa, por exemplo, existem Igrejas Católicas sendo fechadas por falta de fiéis.

Bem, mas nos falta ainda agradecer a alguém muito especial e importante para todos nós.

Nos falta agradecer Àquele que tudo propiciou para que estejamos completando 250 anos de existência.

Falta agradecer  Àquele que é a fonte de tudo. Àquele que é o nosso Bem Maior.

Falta agradecer ao Nosso Deus, Uno e Trino.  Aquele que é o centro de todas as coisas e para o qual toda essa obra foi feita, no intuito de que pudéssemos ter um lugar adequado e santo para escutá-Lo, Louvá-Lo e adorá-Lo, e, de onde devem sair os evangelizadores e missionários que com o seu exemplo e palavra devem continuar a obra iniciada por Jesus Cristo a mais de 2.000 anos atrás.

Obrigado Senhor Deus, por tudo e por esses 250 anos.

Oferecemos a Vós, toda a nossa dedicação, esforço, perseverança e ousadia em continuar esta obra por mais 250 anos, evangelizando o Teu povo e fazendo crescer cada vez mais a tua Santa Igreja, contando sempre com a proteção e interseção da nossa querida e santa mãezinha e padroeira, Nossa Senhora da Conceição.

Que Deus nos abençoe nessa caminhada dos próximos 250 anos. AMÉM !

 

 

Algumas informações históricas sobre a evangelização em Santa Cruz,

Zona Oeste do Rio de Janeiro

 

Por Sinvaldo do Nascimento Souza*

 

Ofereço este trabalho ao Padre Jorge Pereira Bispo, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Santa Cruz, Rio de Janeiro, que, tal como o famoso e próvido Padre Pedro Fernandes S.J, no século XVIII, responsável pela construção da Ponte dos Jesuítas e das principais obras da Fazenda de Santa Cruz, vem cumprindo, nesta quadra do século XXI, a sua missão pastoral de evangelização de forma concomitante e empreendedora para oferecer maior visibilidade à Igreja Católica Apostólica e Romana em toda a região da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

 

Transcrevo aqui, da edição eletrônica do Dicionário Houaiss, na sua mais nova versão, o significado do termo “evangelização”: “ato, processo ou efeito de evangelizar, de difundir os ensinamentos do Evangelho.” Como exemplo o lexicógrafo cita: “os jesuítas encarregaram-se da evangelização dos índios brasileiros.”

Compreendendo tal significado e aceitando o exemplo do dicionarista, podemos concluir que a evangelização em Santa Cruz, bairro da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro teve início bem antes de 1760, data da criação da Paróquia.

O bispo jesuíta D. João Evangelista Martins Terra, S.J, no seu livro “O Negro e a Igreja”, Edições Loyola, página 97, escrevendo sobre “A vida dos escravos nas fazendas dos jesuítas”, refere-se ao seu colega, padre Serafim Leite, autor da “História da Companhia de Jesus no Brasil” e fala da evangelização: “As fazendas – escreve Dom João Terra – representavam para a evangelização, formação e pastoral dos escravos o mesmo que os colégios dos jesuítas representavam para os filhos dos colonizadores.”

Mais adiante, citando especificamente Santa Cruz, Dom João Terra acrescenta: “Uma descrição da “Fazenda de Santa Cruz”, nos ajuda a entender como estava organizada a vida e a evangelização dos escravos nas fazendas jesuíticas.”

No capítulo III – “Fazendas e Engenhos do Distrito Federal”, do Tomo VI, da “História da Companhia de Jesus”, publicação da Imprensa Nacional, 1945, página 54, o padre Serafim Leite informa que: “A grande Fazenda de Santa Cruz, cujas origens datam do século XVI, cresceu em 1616 com um terreno (500 X 1.500 braças), contíguo a Guaratiba, comprado a Jerônimo e Manuel Veloso, herdeiros de Manuel Veloso de Espinho.”

Ora, se a Fazenda de Santa Cruz tem as suas origens no século XVI, já naquela época havia evangelização por aqui.

De fato, a marca da cristianização, da evangelização e do catolicismo está presente em Santa Cruz, pelo menos desde o dia da Nossa Senhora Imaculada Conceição, de 8 de dezembro de 1589 (século XVI, portanto), quando a viúva de Cristóvão Monteiro, Dona Marquesa Ferreira, já bastante doente, doou à Companhia de Jesus metade das terras que detinha em Guaratiba, “para que encomendem a minha alma e a do meu Marido a nosso Senhor”, conforme transcrição feita por Elysio de Oliveira Belchior, no livro “Conquistadores e Povoadores do Rio de Janeiro”, Livraria Brasiliana Editora, edição de 1965, página 211.

Dom João Evangelista Martins Terra, no livro acima citado, dá bem uma idéia do sentido da evangelização ocorrida em Santa Cruz, no dia a dia:

“O dia na fazenda seguia a mesma norma das aldeias indígenas dirigidas por jesuítas ou então o horário dos grandes colégios. De manhã, às 5 horas no verão, e meia hora mais tarde no inverno, o grande sino do campanário dava o sinal para despertar. Todos se reuniam no pátio do colégio, onde recitavam em coro as orações da manhã. Todos os dias havia missa às 6 horas para todos os que quisessem assisti-la. Todas as tardes havia catequese e reza do rosário. Os sábados eram totalmente livres para que cada um pudesse cuidar de suas plantações, seu gado, suas vestes, pescarias e jogos. Desse modo o domingo ficava reservado para o descanso e o culto religioso”.[i]

Assim foi a evangelização em Santa Cruz, desde 1589 até 1759. O padre Serafim Leite descreve o interior da igreja e fala sobre a principal festa religiosa no tempo dos jesuítas:

“A igreja – escreve o autor da História da Companhia de Jesus – tinha três altares, e tanto ela como a sacristia eram “azulejadas”. A pia batismal, de pedra do Reino. Na sacristia, grande arcaz de jacarandá, com ferragens de bronze lavrado e quarenta e duas gavetas. Retábulo, imagens, painéis, prata em abundância (de ouro, nenhum objeto de culto), ornamentos. Presépio, etc.

“A festa titular da Igreja e da terra era a Exaltação da Santa Cruz. “Todos os anos se fazia uma festa no dia da Exaltação (14 de Setembro) e no fim havia Procissão com as “Confrarias” daquela Fazenda, e se cantava por último o hino “Te-Déum laudamus”.[ii]

A respeito das confrarias religiosas existentes em Santa Cruz no tempo dos jesuítas, o historiador Benedicto Freitas, no volume I da sua trilogia sobre a História de Santa Cruz – Fazenda Jesuítica, Real, Imperial, citas na páginas 184 a 186, as devoções dos escravos, que se reuniam “sob a direta fiscalização e orientação dos dirigentes da Fazenda.” 1) Confraria das Almas, que mais tarde daria origem ao logradouro hoje conhecido como “Cruz das Almas”; 2) Confraria do Santíssimo Sacramento”, que foi instituída para dotar de máximo esplendor, o culto e a devoção da Sagrada Eucaristia e acompanhar o Santíssimo quando em visita aos doentes”; e 3) Confraria do Rosário, cujo principal objetivo consistia na recitação do terço todos os dias santificados, adoração à Virgem e ministrar a doutrina aos que entrassem na Confraria, doutrina esta, o catecismo de nossos dias.”[iii]

Quem também escreve de forma entusiástica sobre a evangelização em Santa Cruz nos tempos dos jesuítas é o historiador José de Saldanha da Gama, que foi superintendente da Fazenda Imperial.

Na obra intitulada “História da Imperial Fazenda de Santa Cruz”, publicada no Tomo XXXVIII da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Saldanha da Gama refere-se às obras da igreja:

“Solidez e mais solidez, eis o característico das obras saídas das mãos dos jesuítas.

“Terminado o convento, já a formosa capela era vista senão pronta, ao menos com progressivo aumento. Lançaram os alicerces à direita do convento, e no ano de 1752 davam eles a última demão no templo da fé e da piedade. As pessoas que não conhecem a fazenda de Santa Cruz poderão imaginar que se trata de uma pequena capela, ou apenas de uma sala com oratório, semelhantes às que frequentemente se observam nas fazendas do Brasil. Muito pelo contrário; senão atendam aos algarismos que vamos exprimir.” [iv]

Saldanha da Gama vai descrevendo detalhe por detalhe, medida por medida, até chegar ao altar-mor, com “duas colunas de notável altura, esculpiram a madeira, douraram os relevos e abriram nichos para as imagens de S. Paulo e S. Pedro. No meio deste trabalho existe uma grande abertura elíptica, por onde se vê o grande trono de muitos degraus, sobre cujo vértice colocavam, e ainda hoje (o autor escreve em 1870) se coloca, o Santíssimo Sacramento nas festas solenes que ali se celebravam. Mas para não exporem o Santíssimo à qualquer irreverência antes de começada ou depois de terminada a cerimônia religiosa, ou talvez para revestir de maior solenidade, os ofícios divinos, fizeram construir uma grande esfera oca, de madeira leve, que ora se fecha, e ora se abre pelas duas metades, ficando ainda unidas pela linha posterior, com a superfície pintada de verde e guarnecida de estrelas douradas, e os bordões ornamentados com raios salientes e de áureo brilho. No momento em que os sacerdotes chegavam ao altar abria-se esta magnífica concha, e o Santíssimo Sacramento ostentava-se esplendido no seio de uma rica custódia alumiada por 72 velas de cera distribuídas por todos os degraus do trono!”[v]

Enquanto o padre Serafim Leite refere-se à Festa da Exaltação da Santa Cruz, como a titular da Igreja e da terra, o historiador local, Benedicto Freitas afirma que a principal devoção era a de Santa Bárbara. José de Saldanha da Gama, por outro lado cita a existência, também no altar mor, de “uma bela imagem de Santo Inácio de Loyola, pintada sobre tela, com os joelhos em terra, e cujos braços estendidos parecem invocar a suprema proteção de Jesus Cristo.” [vi]

Os católicos que freqüentavam a igreja de Santa Cruz nos séculos passados deveriam ficar impressionados com os painéis de azulejo que revestiam as paredes, pois, além dos historiadores Saldanha da Gama e de Benedicto Freitas, os azulejos também chamaram a atenção do arquiteto Ernesto da Cunha Araújo Viana, que escreveu artigo informando que se tratavam de “elementos únicos no Rio de Janeiro”.[vii]

Para bem compreendermos o sentido da evangelização praticada pelos padres da Companhia de Jesus em Santa Cruz, não podemos deixar de mencionar também a sua preocupação com o saneamento da região e com a saúde física dos seus escravos.

A Ponte dos Jesuítas, edificada em 1752, sobre o rio Guandu, nas proximidades da atual Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, é uma síntese material de todo um complexo de obras de engenharia hidráulica, de saneamento e irrigação.

A inscrição lapidada em granito, encimada pelo símbolo da Companhia de Jesus e a data da construção da ponte parece resumir o sentido evangelizador daqueles padres:

IHS

1752

FLECTE GENU, TANTO SUB NOMINE, FLECTE VIATOR

HIC ETIAM REFLUA FLECTITUR AMNIS AQUA.

 

Que na tradução do professor Padberg Drenkpol, da antiga Universidade do Brasil, significa: “Dobra o joelho sob tão grande nome. Aqui também se dobra o rio em água refluente.”

 

Não sei se é folclore ou se trata de fato verídico, mas dizem que o político Júlio Cesário de Melo, que era médico sanitarista, foi quem defendeu a transformação da antiga Escola Imperial de Santa Cruz, conhecida popularmente como “Colégio Grande” em hospital geral, nas primeiras décadas do século XX, quando se multiplicava nesta região uma série de doenças causadoras da mortalidade.

Dizem que o então intendente Cesário de Melo, ao ser questionado pelos seus pares teria respondido: “Defunto não vai à escola”, querendo assim afirmar que era muito mais importante o hospital do que a escola.

Defunto também não pode ser evangelizado, talvez por isso os jesuítas fossem tão preocupados com a saúde física dos escravos, como a salvação das almas.

Dom João Terra, em seu livro anteriormente citado afirma que “a saúde dos escravos era excelente. Havia enfermeiros encarregados de visitar diariamente as pessoas que amanheciam indispostas nas suas casas ou senzalas dos solteiros, além de cuidar dos acamados nas enfermarias. A farmácia da Fazenda de Santa Cruz rivalizava com a farmácia do Colégio do Rio de Janeiro que era afamada como a melhor farmácia do Rio de Janeiro, no sortimento de drogas e na preparação de medicamentos. Alguns sacerdotes jesuítas eram médicos e gastaram sua vida no tratamento dos negros nas fazendas e engenhos…” [viii] Mesmo no Império, após a expulsão dos padres jesuítas por ordem do marquês de Pombal, os sacerdotes da Fazenda Imperial de Santa Cruz continuaram tendo a preocupação de preservar a saúde dos escravos como atesta, por exemplo, Júlio César Medeiros da Silva no trabalho intitulado Práticas de saúde, doenças e sociabilidade escrava na Imperial Fazenda de Santa Cruz, da segunda metade do século XIX”, elaborado a partir de dados obtidos no “Livro de óbitos de escravos da Fazenda de Santa Cruz, 1861-1867. Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro” e informações coletadas no 3º volume da História de Santa Cruz, de Benedicto Freitas.

A preocupação simultânea com a saúde física dos fiéis e com os projetos de evangelização também foi uma constante na vida dos padres Estigmatinos, tendo à frente o Pároco, Padre Guilherme Decaminada, que na década de 1960 fundou as Obras Sociais da Paróquia de Santa Cruz, onde havia atendimento médico, odontológico e laboratorial.

Com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, a Real Capela do Palácio de Santa Cruz passou a desempenhar importante papel na vida sócio-religiosa do bairro, contando com a presença do rei Dom João VI nas festas da Exaltação da Santa Cruz e de Nossa Senhora da Conceição.

O historiador Benedicto Freitas cita a “celebração cívico-religiosa de 1818, quando D. João VI em Santa Cruz recebeu a notícia de haver sido sufocada a revolução de Pernambuco, cantou-se solene “Te-Déum” com a presença do próprio rei, de ministros, fidalgos e também do Visconde do Rio Seco, sogro do governador daquela província. ”[ix]

Um ano antes da Proclamação da República, em 1888, era realizada a última reforma da Imperial Capela de Santa Cruz, que a partir de 1889 foi ocupada pelo Exército, que em 1901, requisitou a ocupação definitiva do prédio, cujas imagens e alfaias já haviam sido transferidas para a nova matriz do Curato de Santa Cruz, inaugurada no dia 20 de agosto de 1896, na Praça Dom Romualdo.

O Padre Victor Soledade, então Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, fazendo apelo “Às Senhoras Fluminenses”, pedia auxílio para a conclusão das obras, cuja pedra fundamental fora colocada em 08 de julho de 1894.

Transcrevo a seguir um trecho do pedido que foi publicado na edição nº 233, de 20 de agosto de 1896, do “Jornal do Brasil”: “Em 11 de outubro pretendemos abrir ao culto o novo templo destinado à matriz cuja pedra fundamental foi colocada em 8 de julho de 1894. (…) “Dirijo-me, pois, às senhoras fluminenses, mães, filhos, esposas, todas que têm devoção a Santíssima Virgem, e lhes peço uma contribuição para fim tal altamente elevado.”

“Certo de que não apelarei em vão para a generosidade e fervor religioso de corações puros, enviarei em testemunho de meu reconhecimento, minha humilde prece ao Altíssimo, celebrando, no dia imediato, no mesmo altar da Virgem Santíssima, pela felicidade temporal e eterna dos que vierem em meu auxílio prestando ao culto seu valioso apoio” (…) Vigário Padre Victor da Soledade.

O mesmo Padre Victor Leonardo da Soledade foi quem recebeu todo o acervo e obras sacras que estavam localizadas no antigo Palácio Imperial de Santa Cruz, conforme documento transcrito pelo historiador Benedicto Freitas no volume III da sua obra.

José Feliciano Godinho Júnior era o escriturário da Secretaria da Superintendência da Fazenda Nacional de Santa Cruz e também assinou o referido documento em companhia de João Cruvelo Cavalcanti, Candido Basílio Cardoso Pires; Antonio Marques de Lemos Bastos; Fernando Pereira da Silva Continentino e Torquato Baptista de Figueiredo.

Segundo o documento, assinado aos 16 de maio de 1892, constava: “Uma banqueta (de prata maciça) com 6 castiçais pesando 92 quilos e 500 gramas; um crucifixo pertencente a mesma banqueta, com 31 quilos; uma lâmpada, que não pode ser pesada, de mais ou menos seis quilos, além de castiçais, cruzes, salvas, âmbulas para os Santos Óleos, etc.[x]

A banqueta de prata e algumas imagens que pertenceram ao acervo da antiga Capela Imperial de Santa Cruz. encontram-se no Museu da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.

De acordo com o censo demográfico de 1890, a população do Curato de Santa Cruz era de 10 929 habitantes, sendo 10 925 católicos. Apenas quatro habitantes não se declararam católicos, conforme dados levantados pelo arquivista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Francisco Agenor de Noronha Santos, constantes do livro intitulado “As Freguesias do Rio Antigo – Vistas por Noronha Santos”, com introdução, notas e biobibliografia por Paulo Berger, Edições O Cruzeiro, 1965, páginas 116 e 117.

No processo de evangelização de Santa Cruz, alguns sacerdotes, como o jesuíta Padre Pedro Fernandes e dominicano Victor da Soledade, foram notabilizados pelas suas realizações em benefício da consolidação do catolicismo na região. Outro prelado que também teve uma importância fundamental, nas décadas de 1930 e 1940 foi o padre José Newton de Almeida Batista, um proeminente líder religioso, que foi elevado ao título cardinalício e arcebispo de Brasília entre 1960 e 1984.

De Santa Cruz saiu ordenado o padre, em 12 de janeiro de 1936 e sagrado Bispo Titular de Uzita e Auxiliar de Juiz de Fora, em 24 de maio de 1953.

No dia 24 de janeiro de 1945, um ano após a criação da Província de Santa Cruz dos Padres Estigmatinos, chegaram para dar prosseguimento ao trabalho de evangelização nas terras do antigo Curato de Santa Cruz, os primeiros sacerdotes da Ordem dos Sagrados Estigmas.

Entre os grandes esforços para a coesão da Igreja Católica no bairro, os padres estigmatinos buscaram reforçar o trabalho já desenvolvido com os Congregados Marianos e com as Irmandades de Nossa Senhora da Conceição e do Sagrado Coração de Jesus, já existentes e bastante atuantes na Paróquia.

Em 21 de agosto de 1955, tendo o Padre Guilherme Decaminada como vigário paroquial e o Padre Felisberto como seu coadjutor, foi realizado um grande movimento para o ingresso da Sociedade de São Vicente de Paulo (Vicentinos) no âmbito da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Santa Cruz.

Uma romaria composta por mais de 600 (seiscentos) vicentinos partiu da estação ferroviária de Dom Pedro II (Central do Brasil) em uma composição formada por nove carros elétricos, cuja intenção foi pedir a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da paróquia, o ingresso da mocidade na Sociedade Vicentina.

Foi um dos grandes momentos de evangelização sob a presença dos Padres Estigmatinos que permaneceram em Santa Cruz durante 54 anos, de 24 de janeiro de 1945 até 12 de setembro de 1999.

Além do Padre Guilherme Decaminada, um dos maiores líderes religiosos que já passaram por Santa Cruz, os Estigmatinos também puderam oferecer ao bairro a presença inteligente, alegre, comunicativa e benfazeja do Padre Luciano Dal’Zoppo, ex-professor do Seminário de Rio Claro, São Paulo, que veio somar esforços com o seu colega e praticamente irmão, Padre Guilherme Decaminada.

O Irmão Antonio, vindo da cidade de Castro, no Paraná, e sacerdotes como o Padre Carlos Masero, o Padre Expedito da Silva Guimarães e tantos outros também se ombrearam para manter permanente o sentido de evangelização com base nos fundamentos defendidos pelo fundador da Ordem, São Gaspar Betone.

Com o encerramento das atividades da Ordem dos Estigmatinos no bairro de Santa Cruz, a Paróquia passou a contar com sacerdotes seculares, que deram continuidade à evangelização iniciada no século XVI pelos Padres jesuítas.

Deste período mais recente, convém registrar o denodado esforço do Pároco Padre Roberto José Pinto e dos seus vigários coadjutores Padre Francisco Carlos Almeida dos Santos e Padre Fortunato Florentino de Araújo, que sempre demonstraram excepcional preocupação com a evangelização tanto junto à população da parte central do bairro como também da população que vive nas comunidades periféricas de Santa Cruz.

Para finalizar estas breves referências históricas não poderia deixar de citar o trabalho de evangelização que hoje vem sendo desenvolvido em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, graças ao empenho do Padre Jorge Pereira Bispo e seus vigários paroquiais coadjutores. A Paróquia de Santa Cruz que, em 1945, com a chegada dos Padres Estigmatinos abrangia todo o território compreendido pelas atuais paróquias de Sepetiba, Areia Branca, Jesuítas e Nossa Senhora da Glória, cresceu, em população e também em Comunidades.

Atualmente são nada menos que 19(dezenove) Comunidades, incluindo a Irmandade de São Jorge do Largo do Bodegão.

Desde a Capela de Nossa Senhora Aparecida, da Vila dos Sargentos da Base Aérea de Santa Cruz, até a Capela de Santa Rita de Cássia, da Reta do Guandu, passando pelas Comunidades de Nossa Senhora Aparecida, da Reta do Rio Grande Nossa Senhora da Glória, do Conjunto Luiz Fernando Victor Filho, da Nossa Senhora da Rosa Mística, da Rua Melgaço, no Lote 2, indo em direção ao Lote 14, com a Comunidade da Sagrada Família
para alcançar todas as comunidades do eixo da Avenida João XXIII e, mais adiante encontrar a Comunidade Sagrado Coração de Jesus, já nos Conjuntos Miécimo – Alvorada
e então voltar no sentido da Rua Padre Pedro Fernandes, que em boa lembrança promoveu o encontro do Santo fundador da Ordem dos Estigmatinos com aquele que foi um dos mais atuantes evangelizadores de Santa Cruz no século XVIII, a atuação paroquial liderada pelo Padre Jorge Pereira Bispo prossegue pelo Morro do Chá, Conjunto Antares, Conjunto São Fernando e Reta do Rio Grande.

Mantendo a Igreja viva, dinâmica e permanentemente vivificada, o Padre Jorge Pereira Bispo e seus vigários paroquiais, contando com o apoio de diversas equipes e lideranças religiosas conseguiram, em pouco mais de três anos dar um novo sentido à História da Igreja Católica em Santa Cruz.

A Missa da Vitória, que tem demarcado os novos tempos da Igreja Católica em Santa Cruz, tem sido muito mais do que um encontro fraterno de fiéis, passando pelo sentimento de piedade religiosa e alcançando, como diz a própria denominação, “um momento de muita unção e vitória!”

É a evangelização, que sendo transmitida ao vivo, e podendo ser acompanhada pela Internet e por outros recursos Multimídia, mostra o poder da Igreja Católica no final desta primeira década do século XXI.

*Professor de História e Museólogo. Mestre em Educação

 

[i] TERRA, D. João Evangelista Martins, S. J. “o Negro e a Igreja”, São Paulo, 1988, Edições Loyola, páginas 98-99.

[ii] LEITE, Serafim, S.J.  “História da Companhia de Jesus no Brasil”, Tomo VI, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1945, página 58.

[iii] FREITAS, Bnedicto. “Santa Cruz: Fazenda Jesuítica, Real, Imperial – Volume I – Era Jesuítica – 1567-1759”, Rio de Janeiro, 1985, páginas 184-185.

[iv] GAMA, José de Saldanha. “História da Imperial Fazenda de Santa Cruz”, Tomo 38, RIHGB, página 216.

[v] Id, p. 211

[vi] Idem, p. 211.

[vii] VIANA, Ernesto da Cunha Araújo.  “Revista dos Construtores”, Rio, 1886.

[viii] Terra, obra citada, p. 101.

[ix] FREITAS, Benedicto. “Santa Cruz: Fazenda Jesuítica, Real, Imperial – Volume II – – Vice Reino e Reinado – 1760-1821”, Rio de Janeiro, 1986, 134-135.

[x] FREITAS, Benedicto: “Santa Cruz: Fazenda Jesuítica, Real, Imperial – Volume III – Império – 1822-1889”, Rio de Janeiro, 1987, página 421.

 

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